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julho 5, 2012

Engavetador de processos do Dem quer que ‘mensalão’ seja julgado rápido


Apesar das evidências abundantes – suficientes para incriminar os envolvidos no escândalo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, levou quase três anos para oferecer denúncia contra o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-Dem), e sua quadrilha. Ele já tinha feito isso em relação a outro político ligado ao Dem, o senador Demóstenes, que foi flagrado em situações comprometedoras com a quadrilha de Cachoeira.
Gurgel retardou por três anos denúncia contra José Arruda
Contra Demóstenes, que também era do Dem, ele igualmente engavetou o processo
Depois de quase três anos guardado a sete chaves pelo procurador-geral, Roberto Gurgel, o resultado das investigações feitas pela Polícia Federal na Operação “Caixa de Pandora”, finalmente foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os denunciados pelo procurador estão o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Dem), e o ex-vice-governador Paulo Octávio, além de secretários de governo, deputados distritais e membros do Tribunal de Contas do DF.
Apesar de evidências exuberantes – suficientes para incriminar os envolvidos no escândalo, como, por exemplo, a imagem do ex-governador José Roberto Arruda, gravada em um vídeo, recebendo maços de dinheiro, ou a deputada Eurides Brito enchendo a bolsa de dinheiro, – o Procurador justificou a longa demora em apresentar a denúncia porque, segundo ele, “não havia provas suficientes” para denunciar os envolvidos. As fortes imagens – que falavam por si mesmas, mostrando detalhes da corrupção – foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.
Além de demorar para apresentar a denúncia, Roberto Gurgel chegou até a cogitar arquivar o processo contra os integrantes do Dem. Ele já tinha feito isso em relação a outro político ligado ao DEM, o senador Demóstenes, que foi flagrado em ações criminosas junto com a quadrilha de Carlos Cachoeira. Gurgel demorou o quanto pôde para denunciar Demóstenes. Só o fez depois que todos já sabiam detalhes da participação do senador goiano na quadrilha. A confidência de que ele pretendia arquivar tudo foi feita ao jornalista Fernando César Mesquita pouco antes da denúncia ser apresentada.
Porém o procurador-geral não é sempre lerdo assim. Fazendo coro com a mídia golpista e a oposição ele dá pilha para que o tal “mensalão” seja julgado logo, mesmo atropelando prazos e procedimentos. Assim, concordou que o tempo dedicado a ele para fazer a sustentação acusatória contra os 38 réus tenha sido reduzido: “Ressalto a conveniência da decisão, porque as defesas sabem desde sempre que terão uma hora para a sustentação. (O período de cinco horas) não é suficiente para fazer uma acusação detalhada sobre as implicações de cada réu, mas é um tempo bom para que a acusação possa esboçar-se de forma satisfatória”, disse o procurador.
Outras 37 pessoas foram acusadas e vão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Arruda tentou se justificar dizendo que os recursos recebidos nos pacotes de dinheiro durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”. Suas desculpas não colaram e, em meio ao escândalo, ele deixou o Dem e acabou preso e cassado.
Apesar da demora de Gurgel, alguns outros personagens envolvidos no escândalo já tiveram condenações em outros processos. Eurides Brito, cassada por quebra de decoro parlamentar há dois anos, foi condenada a devolver aos cofres públicos R$ 620 mil após a Justiça ter considerado que este é o valor corresponde à propina que Eurides recebeu durante 31 meses para apoiar o governo de Arruda. Além da devolução da quantia acrescida de juros e atualização monetária, a Justiça determinou que Eurides pague multa de R$ 1,86 milhão e indenização por danos morais de R$ 1 milhão. A ex-deputada teve os direitos políticos suspensos por 10 anos.
Júnior Brunelli, que ficou conhecido por ter realizado a famosa “oração da propina”, terá de devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de R$ 1,2 milhão e danos morais de R$ 1,4 milhão à sociedade. Ele também perdeu os direitos políticos por 10 anos.
Acusado de tentar subornar o jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do caso, Arruda foi preso preventivamente em fevereiro de 2010, por determinação do Superior Tribunal de Justiça, que ainda o afastou do cargo de governador. Ele ficou preso por dois meses e, neste período, teve o mandato cassado.
Arruda ainda mora em Brasília, mas passa boa parte do tempo em São Paulo. Isolado politicamente, alguns dizem que ele estaria escrevendo um livro sobre suas barulhentas passagens pelo poder. As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam que Arruda e seus assessores, deputados e empresários cometeram os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário. ( HORA DO POVO )

Cláudio Monteiro prova na CPI que governo Agnello barrou Cachoeira
O advogado Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse na quinta-feira, na CPMI do Cachoeira, que foi por não atender aos interesses da quadrilha de Cachoeira que ela ficou incomodada com ele. “Em qual gravação aparece minha voz? Qual foi a licitação em que interferi, se não sou ordenador de despesas? Qual tráfico de influência que exerci?”, questionou. Ele entregou documento à CPMI autorizando voluntariamente a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Monteiro mostra na CPMI que não favoreceu Cachoeira e nem a Delta
O advogado Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse na quinta-feira (28 de junho) que não recebeu dinheiro da empresa Delta Construções em sua campanha para deputado distrital em 2010. “Não recebi dinheiro da empresa Delta, não recebi dinheiro do senhor Cachoeira. Não existe a relação de causa e efeito. O senhor Cachoeira não foi beneficiado, a empresa Delta não foi beneficiada”, destacou.
Monteiro, que foi candidato a deputado, disse que na época da campanha não tinha conhecimento das acusações contra Cachoeira e contra a Delta. “Sem demagogia, se quisessem me doar, eu teria aceitado. Se o laboratório quisesse me doar eu teria recebido, porque só agora é que as acusações vieram à tona”, disse Monteiro, referindo-se à empresa do ramo farmacêutico (Vitapan) de propriedade de Carlinhos Cachoeira.
Em resposta a indagações do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), Monteiro atribuiu as menções a seu nome em gravações da PF a uma tentativa de “venda de prestígio”. “Seja quem quer que seja ocupante de cargo público, certamente alguém vai dizer que tem relação com essa pessoa e vai querer mostrar prestígio. Não existe uma única manifestação minha (favorável à quadrilha)”, disse. Ele compareceu para depor amparado por um habeas corpus concedido pelo STF que garantia seu direito ao silêncio. No entanto, Monteiro decidiu falar em sua defesa.
Ele disse que são falsas as denúncias de que tivesse um aparelho Nextel para conversar com o chefe da organização e entregou requerimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista autorizando voluntariamente a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. “Em qual gravação aparece minha voz? Qual foi a licitação em que interferi, se não sou ordenador de despesas? Qual tráfico de influência que exerci?”, questionou.
Ele negou que já tenha estado com Carlinhos Cachoeira, e disse que se encontrou na condição de integrante do governo por duas vezes com Cláudio Abreu, então diretor da Delta no Centro-Oeste. “Recebi o representante regional da Delta para tratar de assuntos de interesse da empresa e do Distrito Federal”, assinalou. Diferente das pessoas ligadas à Marconi Perillo que, ou ficaram caladas, ou o incriminaram, o depoimento de Monteiro acabou elogiado até pela oposição.
No dia anterior Luiz Bordoni comprometeu mais ainda o governador tucano de Goiás ao apresentar provas de que ele pagou por seus serviços com dinheiro de Cachoeira. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), meio perdido, tentando diluir o assunto e desqualificar ardilosamente o depoente, perguntou se Bordoni dissera ter sido abduzido por ETs, como publicado em um blog de Goiás. O jornalista respondeu com ironia. “Sim, inclusive encontrei todas as pessoas que passaram essa informação ao senhor”, disse, provocando risadas e desconcertando Dias. Bordoni declarou que as informações são do blog de um “afilhado” de Perillo que está “tentando desconstruir sua imagem diante da opinião pública”.

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