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junho 26, 2012

UNODOC: Há 230 milhões de consumidores de droga no mundo. Produção de ópio no Afeganistão em 2011 teve aumento de 61 por cento em relação ao ano anterior.


27 milhões são dependentes de heroína e cocaína
Cerca de 230 milhões de pessoas consomem drogas em todo mundo, e 27 milhões [ 1 ] são dependentes de cocaína e heroína [ 4 ], revela a agência da ONU para as drogas e o crime (UNODOC), no seu relatório anual, divulgado nesta terça-feira.
O diretor da agência, Yuir Fedotov, afirmou, na apresentação do documento, que «a heroína, cocaína e outras drogas continuam a matar cerca de 200 mil pessoas por ano», contribuindo também para o aumento da insegurança e para a disseminação do HIV.
O canábis continua a ser a droga mais «popular», com um número de consumidores que pode atingir 220 milhões [ 1 ] e um aumento da produção da forma herbácea da droga, a marijuana, na Europa.
A resina de canábis, vulgarmente conhecida como haxixe, vem principalmente do norte de África e é consumida maioritariamente na Europa, mas o Afeganistão [ 2 ] começa a impor-se como país fornecedor do mercado europeu, com o canábis a transformar-se no cultivo mais lucrativo naquele país.
Esta é uma conclusão apoiada pelo relatório do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), cujo diretor, Wolfgang Götz, disse à agência Lusa que o aumento da produção doméstica na Europa diminui os riscos para os produtores, que não têm tantos problemas em fazer circular a droga.
A esta produção «caseira» associam-se «violentos grupos de crime organizado», indicou, apontando que as polícias europeias estão cada vez mais bem equipadas para detetar estas explorações, normalmente situadas em «zonas industriais ou agrícolas abandonadas», e quase sempre detetadas pelos consumos elevados de água ou eletricidade, usados no cultivo intensivo.
No relatório, destaca-se o aumento de produção de ópio [ 2 ] no Afeganistão, com mais de 80 por cento da produção mundial em 2011 concentrada naquele país, onde se tinha registado uma quebra acentuada em 2010, devido a doenças das plantas.
Em 2011 produziram-se no Afeganistão 5800 das 7000 toneladas a nível mundial, um aumento de 61 por cento em relação ao ano anterior. Birmânia, com 610 toneladas, e Laos, com 25 toneladas, são outros dos maiores produtores mundiais de ópio.
A ONU conclui que o consumo de opiáceos na América do Norte e na Europa está estável ou a decair, mas quanto à África e Ásia, onde são consumidos cerca de 70% dos opiáceos [ 3 ], não há dados que permitam tirar conclusões.
Quanto à cocaína, no relatório coloca-se o número de consumidores entre os 13,3 e os 19,7 milhões, sobretudo na Europa, América do Norte e Austrália, onde o consumo sobe.
A oferta mundial de cocaína proveniente da Colômbia desceu com a diminuição da área de cultivo de 2007 para 2010, mas a produção deslocou-se para a Bolívia e Peru.
As anfetaminas e estimulantes análogos, «o segundo tipo de droga mais utilizada no mundo», viram o consumo estabilizar e as apreensões aumentar, com 45 toneladas de meta-anfetaminas apanhadas pelas autoridades em 2010 (mais do dobro do que se verificou em 2008), e 1,3 toneladas de Ecstasy (em 2009 foram apreendidos 595 quilogramas).
Yuri Fedotov apelou aos países produtores e consumidores para participarem na luta «contra este flagelo», alertando que o consumo «provavelmente irá aumentar à medida que os países em desenvolvimento começarem a imitar o estilo de vida das nações industrializadas».
«Atualmente, apenas cerca de um quarto de todos os agricultores envolvidos em culturas de drogas ilícitas, em todo o mundo, têm acesso à assistência para ao desenvolvimento. Se quisermos oferecer novas oportunidades e alternativas genuínas, isto precisa de mudar», defendeu. ( TVI24)

NOTAS DO BLOG:
[1]:  Deixa ver se entendi: são 230 milhões de consumidores de drogas em geral, sendo que 220 milhões são chegados num baseado e 27 milhões são dependentes de cocaína e heroína. Portanto, obviamente tem gente que consome tanto maconha como as “opiácias”, correto? Aqui não se faz somas, e sim, intersecção, imagino.
[2]: Não é o Afeganistão que os EUA foram salvar? Nesse caso, bem nas barbas dos ianques, além da produção de ópio ter aumentado em mais de sessenta por cento, agora o país começa a “se impor como fornecedor” de maconha para a Europa, sendo este o cultivo “mais lucrativo”. Na cara dos gringos?
[3]: Então esse aumento da produção de ópio no Afeganistão é, essencialmente, para consumo interno, creio.
[4]: O grosso dos depedentes deve estar, concluo, no Afeganistão.

LEITURA RECOMENDADA:

SINOPSE: Neste livro, o autor expõe que, das muitas guerras que o mundo enfrenta, a chamada guerra contra as drogas mobiliza ações militares e policiais em diversas partes do globo, em combates que acontecem simultaneamente em favelas, periferias, fronteiras remotas, montanhas distantes e selvas inóspitas. O autor explica que, apesar de ser guerra que há décadas se mostra fracassada para alcançar sua meta, é bem-sucedida para a indústria bélica, para o sistema financeiro internacional, para a indústria da segurança privada e para justificar políticas punitivas dentro dos países e estratégias de intervenção diplomático-militar internacionais. Qual é, então, a relação entre tráfico de drogas e os conflitos internacionais na atualidade? Existe uma geopolítica específica para essa nova forma de guerra, veloz e sem trincheiras? Como o narcotráfico se conecta com guerrilhas, terrorismos, corrupções e agências de inteligência? Em ‘Geopolítica das drogas’, Labrousse apresenta mapas que mostram um mundo com guerras cotidianas que acontecem tanto em paisagens exóticas quanto em grandes centros urbanos. ( LIVRARIA CULTURA )

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