ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

junho 21, 2012

“Confessei até a morte do Kennedy”, diz último condenado à morte na Grã-Bretanha. Torturado por militares para admitir culpa por morte de soldado, é inocentado depois de 40 anos.

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 8:20 pm

Último condenado à morte no Reino Unido absolvido 40 anos depois
Liam Holden diz que foi torturado: «Até admitia que matei o Kennedy.»
O Tribunal de Apelo de Belfast anulou nesta quinta-feira a acusação de homicídio que perseguia Liam Holden há quase 40 anos. Ele foi a última pessoa condenada à morte no Reino Unido e essa sentença já tinha sido convertida em prisão perpétua, mas agora vê-se definitivamente ilibado, depois de o tribunal dar como provado que confessou sob tortura.
Holden foi acusado em Setembro de 1972 pela morte do soldado Frank Bell, de 18 anos, que foi atingido a tiro em Belfast por um sniper do IRA, o Exército Republicano Irlandês, e morreu três dias mais tarde.
Holden, que tinha 19 anos na altura, conta que os militares britânicos o foram buscar a casa e o levaram para uma base militar, onde o detiveram durante cinco horas. «Agrediram-me e disseram-me para admitir que tinha morto o soldado. Eu disse que não era verdade», relata, contando depois como foi torturado com água, um método semelhante ao que terá sido usado recentemente pela CIA.
«Seis soldados vieram ao cubículo onde eu estava, deitaram-me no chão e um deles colocou uma toalha na minha cara, onde iam deitando água. Se tentava respirar pela boca engolia água, se tentava respirar pelo nariz inspirava água», descreve, citado pela BBC: «Depois daquilo até admitia que matei o Kennedy.»
Na altura foi condenado com base nessa confissão, apesar de até ter um álibi para a hora do crime. Foi inicialmente sentenciado a pena de morte por enforcamento, mas quando a pena capital foi abolida na Irlanda do Norte, em 1973, a sentença foi comutada. Passou 17 anos na prisão, até sair em liberdade condicional em 1989.
Desde então lutou para limpar o seu nome e recentemente a Comissão de Revisão de Casos Criminais, criada para investigar eventuais erros judiciais, considerou que o caso tinha agora bases para ser levado ao Tribunal de Apelo.
O caso de Holden foi reforçado desta vez pela investigação de um jornalista do «Guardian», Ian Cobain, precisamente sobre o uso de tortura com relação a água pelo exército militar na altura.
Agora, Holden espera que o seu caso possa servir de exemplo a outras pessoas que tenham passado por experiências parecidas às mãos do exército britânico. ( TVI )

EUA e Israel são os responsáveis pela criação do vírus Flame, gestado pela NSA [ aquela, do ECHELON ] e tendo com alvo o Irã

Arquivado em: WordPress — Tags:, , , , , , , — Humberto @ 6:04 pm

Detectado recentemente e considerado uma ‘bomba atómica informática’, o vírus Flame é uma invenção norte-americana e israelita que tem como objectivo atrasar o programa nuclear iraniano. De acordo com altos oficiais norte-americanos citados pelo The Washington Post, o Flame ‘rouba’ dados importantes aos sistemas informáticos onde penetra e é a mais potente ciberarma utilizada até hoje para sabotar as supostas pretensões nucleares de Teerão.
Orla Cox, uma analista de segurança de uma conhecida empresa produtora de anti-vírus, explica que os alvos do Flame foram, especificamente, iranianos e que «a forma como este vírus foi desenvolvido está para lá de qualquer coisa até hoje conhecida». Há algumas semanas atrás, quando se descobriu o vírus, esta especialista da Symantec disse ao The Guardian que o ataques detectados principalmente no Irão, e que agora se sabe serem da autoria dos EUA e Israel, foram «como utilizar uma arma atómica para abrir uma noz».
Apesar de nenhum dos países envolvidos admitir responsabilidades no ataque, um alto responsável norte-americano afirmou ao Post que isto poderá ser apenas o início de uma ciber-guerra coordenada entre os dois países cujo objectivo é sabotar o programa nuclear do Irão, de forma a reduzir a pressão para um ataque militar convencional e a aumentar a janela de tempo para os esforços diplomáticos.
O Flame foi desenhado pelos melhores criptomatemáticos do mundo, os da NSA (National Security Agency) norte-americana, e consegue entrar mesmo nas redes mais seguras. Uma vez dentro do sistema, é capaz de controlar todas as funções dos computadores, enviando os segredos de volta para os seus criadores. Mas não só, pode activar os microfones e cameras incorporados no computador que infecta, regista as passwords introduzidas no teclado, faz ‘print-screens’, extrai dados de geolocalização a partir de imagens e envia e recebe dados através de Bluetooth. E, ainda, faz tudo isto enquanto se disfarça de uma inofensiva actualização do Windows.
O alto oficial dos serviços de inteligência norte-americana que falou ao Post explicou que o Flame é apenas uma das armas que estão em utilização e que, apesar de ter sido descoberto, o ataque no qual esteve integrado ainda está em acção. ( SOL )

LEIA TAMBÉM: EUA e Israel foram os criadores do vírus Flame

>>> NUNCA ESCUTOU FALAR DO ECHELON? SAIBA AGORA, ENTÃO, AQUI

O tema Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.502 outros seguidores