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junho 15, 2012

Hora do Povo: Agnelo liquida na CPI a última tentativa da gang para derrubá-lo


Cachoeira, Demóstenes, Veja, Delta deixaram as digitais em todas elas
Governador do DF desmascarou o complô
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), desmontou, durante seu depoimento à CPI do Cachoeira, nesta quarta-feira, a tentativa da quadrilha comandada pelo contraventor goiano de desestabilizar seu governo. “Os criminosos agiam associados com parte da mídia para me atacar e derrubar meu governo”, denunciou. “O grupo aqui investigado tramou a minha derrubada”, prosseguiu o governador, referindo-se à união de interesses entre Cachoeira, a empreiteira Delta, a oposição tucana e as armações golpistas da revista “Veja”.
( HORA DO POVO )

Agnelo: esse bando se juntou a parte da mídia para me derrubar
Governador do DF afirmou na CPMI que não deu moleza para a gangue de Cachoeira e por isso foi atacado. “Plantaram mentiras e meias verdades”
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), desmontou, durante seu depoimento à CPMI , na quarta-feira (13), a tentativa da quadrilha comandada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira de desestabilizar seu governo. “Os criminosos agiam associados com parte da mídia para me atacar e derrubar meu governo”, denunciou. “O grupo aqui investigado tramou a minha derrubada. A derrubada do governo legitimamente eleito pelo povo do Distrito Federal”, prosseguiu o governador, referindo-se à união de interesses entre Cachoeira, a empreiteira Delta, a oposição tucana e as armações golpistas da revista “Veja”.
“E este grupo não agiu só. Não agiu sozinho Valeu-se das falsas acusações plantadas na imprensa, de vozes com acessos às tribunas políticas do país, da boa-fé das pessoas ao misturar mentiras e meias verdades”, continuou Agnelo, dizendo que estava ali para restabelecer a verdade. O governador questionou os reais motivos de sua convocação. Ou seja, de mais essa tentativa da gangue para desestabilizá-lo. “Tudo com o objetivo de me desgastar, desestabilizar e, por fim, me retirar do governo do DF”. “Meu governo estava impedindo que o crime entrasse, que se fizessem negociações, que tivesse favorecimento, que indicasse gente. Por isso queriam me derrubar”, destacou.
Ele deixou claro que sua convocação à CPI “é fruto da luta política”. “Não há no documento apresentado pelos deputados, meus opositores, nem um único fato que eu tenha praticado em favor do grupo de Carlos Cachoeira ou da empresa Delta”, disse Agnelo. Ele acrescentou que “o governo do DF vem sendo perseguido pelo crime organizado de forma constante e orquestrada”. Segundo Agnelo, a mídia que desinformou a população do DF não disse que a Delta tem apenas um contrato com o governo. O de coleta de lixo e varrição de ruas em duas partes do DF. “Sendo que esse contrato foi assinado no governo anterior”, explicou. “E ainda assim a mando da Justiça”.
Denunciando a campanha orquestrada contra ele, Agnelo disse que parte da mídia cobrava explicação sobre um ofício que teria sido assinado por ele para favorecer a Delta antes da posse. O ofício era dirigido ao então governador Rogério Rosso, pedindo para prorrogar serviços essenciais que vencessem no final de 2010 e janeiro de 2011, como medicamentos essenciais, coleta de lixo, varrição de ruas, programas sociais, etc, para não prejudicar os moradores da cidade. “Esse ofício não incluía a Delta, que tinha um contrato com vencimento em 2015”, desmascarou o governador.
“Há três hipóteses para explicar que alguém, baseado nesse ofício, afirmasse que eu beneficiei a Delta: a primeira é que não leu o documento. A segunda é que leu e não entendeu. E a terceira é que leu, entendeu, e movido por interesses partidários resolveu me atacar de forma leviana”, acrescentou. “Tratou-se de uma ação meticulosa e planejada. O objetivo era desgastar a imagem do governador até o limite do impossível”, denunciou.
Referindo-se principalmente à revista Veja, Agnelo disse que setores da mídia passaram a divulgar que ele tinha nomeado uma série de pessoas ligadas a Cachoeira em “cargos chaves” no governo. O governador garantiu que não há um nome sequer que tenha sido nomeado por indicação de Cachoeira. Um jornal, segundo ele, chegou a publicar o seguinte trecho das escutas da PF: “os caras nomearam só inimigos da Delta. O que esse povo me ajudou até hoje? Ninguém nomeou nem um gari”. “Essa frase, senhores deputados e senadores, foi gravada no dia 30 de março de 2011 e foi pronunciada pelo senhor Idalberto Matias. Mesmo assim, um jornal dava como manchete: ‘governo Agnelo negociou propina com empresa, diz PF’”.
O governador informou que a Delta entrou no DF em 2007, no governo Arruda. “Entrou com um preço mais baixo”, disse. “Segundo dados da licitação, preços 30% mais baratos do que as concorrentes”. “A empresa foi desclassificada por irregularidades na documentação. Decisão judicial obrigou o SLU a assinar contrato com a Delta. Num governo ‘amigo’, que permitisse ao grupo controlar a fiscalização, a empresa poderia lucrar mesmo com o preço mais baixo”, explicou Agnelo. “Mas”, prosseguiu, “o governo eleito não era e nunca foi amigo da Delta”.
Ele disse que apenas 26 dias após a posse determinou que a Secretaria de Transparência do DF fizesse uma auditoria profunda nas áreas com graves problemas deixados por administrações passadas. Um dessas áreas era o lixo. Os trabalhos dessa auditoria se prolongaram até maio de 2011. A auditoria detectou que o serviço de varrição e coleta de lixo era feita pela metade. “Endurecemos a fiscalização”.
“Hoje entendo porque Demóstenes Torres pediu o meu impeachment”
“Nos autos da Operação Monte Carlo, são de junho as primeiras gravações em que Carlos Cachoeira e seu grupo aparecem atacando a minha reputação como governador do DF”, denuncia. “Comentam reportagens ainda por serem publicadas em uma revista (Veja)”. “Reportagens contra mim, me atacando”. “Hoje eu compreendo porque o senador Demóstenes Torres protocolou um pedido de impeachmente contra mim na Câmara Legislativa do DF no início de novembro de 2011”, destacou. “Poucos dias antes desse pedido de impeachment, a Secretaria de Transparência tinha encaminhado investigações sobre contratos de lixo ao Ministério Público do DF. Claro, o grupo precisava de controle sobre o SLU”, completou Agnelo.
“O antagonismo entre meu governo e a Delta chega ao cume há cinco meses atrás quando chegam as balanças ao aterro sanitário. Diminuiu a fatura de entulhos de 1,3 milhão de reais em novembro de 2011 para uma média de 350 mil reais ao mês a partir de janeiro deste ano”, revelou o governador. E, segundo ele, volta a cronologia das escutas. “Em 30 de janeiro de 2012, Idalberto Matias diz que eu levaria 3 ou 4 meses para cair se continuasse apanhando da imprensa e do senador Demóstenes”. Cachoeira diz num dos diálogos: “agora ele cai”. Agnelo lembra que Cachoeira comemora uma reportagem publicada na revista Veja dois dias antes fazendo acusações falsas e despropositadas. “Pode avisar que vai continuar apanhando”, ameaça Cachoeira na escuta.
O governador informou ainda que o grupo de Cachoeria também tentou fraudar uma licitação para o sistema de bilhetagem dos ônibus do “DFtrans, através de uma empresa coreana”. “Tentaram, mas não conseguiram, porque a licitação nem foi realizada”, disse. Ele lembrou que o controle sobre a bilhetagem estava nas mãos das empresas privadas. “Retomamos o controle. O gasto do GDF com subsídio do transporte caiu de R$ 9 milhões para R$ 3 milhões ao mês. Tentaram entrar, mas não conseguiram. Em outubro passaram a querer me derrubar”.
Agnelo Queiroz também negou irregularidades em seu crescimento Patrimonial e, ao contrário de Marconi Perillo, abriu todos os seus sigilos. “Com a quebra dos sigilos você tira qualquer tipo de ilações. Abro meu sigilo para que possam ser checadas todas as informações necessárias que demonstram que tenho patrimônio compatível”, disse, recebendo aplausos do presentes.

Explicações de Perillo não convencem CPI e venda da casa continua estranha
O governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, tentou convencer os integrantes da CPMI, instalada para investigar as ligações do crime organizado com políticos e com a mídia, que receber cheques de uma empresa laranja de Cachoeira, assinados pelo sobrinho do contraventor, como pagamento pela compra de sua mansão em Goiânia, não tem nenhuma irregularidade.
Isso depois do representante da empresa Mestra ter dito que pagou em dinheiro vivo e não em cheque, como disse o governador. E, depois também de Cachoeira ter sido flagrado pela PF dizendo a um comparsa, no dia anterior, que “é para pegar o dinheiro e levar para o governador no Palácio”. Nessa escuta, Cachoeira fala em R$ 2,2 milhões, e Perillo afirma que recebeu R$ 1,4 milhão em cheques. Parece que alguma coisa foi passada mesmo em cheques e outra “em notas de cem e cinqüenta”, como disse Walter Paulo Santiago, representante da empresa Mestra. Outra gravação da PF mostra detalhes de uma combinação para entregar dinheiro vivo “em caixa de computador” no Palácio.
Perguntado sobre esses fatos, Marconi disse apenas que não sabia quem tinha assinado os cheques e que não conhecia Cachoeira. Essa resposta espantou os parlamentares da CPMI. Um deles questionou: ‘o pobre quando recebe um cheque de 50 reais olha na mesma hora quem assinou. O Sr. recebeu cheques no valor de R$ 1,4 milhão e não se interessou em saber quem tinha assinado?’. Perillo desconversou.
Outra questão que ficou sem reposta foi o fato de a empresa que deu os cheques para o governador, a “Mestra”, ter recebido depósitos vultosos, na véspera do pagamento, de uma outra empresa também de Cachoeira, a “Alberto e Pantoja”.
Além disso tudo, Perillo não explicou até hoje por que Cachoeira foi preso na casa que foi vendida por ele. E, para complicar ainda mais a vida do tucano, a “Alberto e Pantoja”, empresa da quadrilha que abasteceu as contas da Máster, emitente dos cheques para Perillo, é a mesma que Marconi usou para pagar R$ 40 mil ao seu ex-assessor de imprensa, Luiz Carlos Bordoni.
Diante de todas essas acusações sem resposta, Perillo, é claro, recusou-se a abrir seus sigilos bancário e fiscal. Para isso foi ajudado também pela gritaria histérica da tropa demotucana da CPMI. Faltou também, é certo, mais firmeza do relator para exigir a quebra dos sigilos e para fazer as perguntas adequadas e certeiras ao meliante. Afinal, Perillo contratou agentes de Cachoeira, negociou com a quadrilha, recebeu, segundo gravações feitas pela própria Polícia Federal, e divulgadas essa semana, dinheiro dos criminosos dentro do Palácio das Esmeraldas, e, por isso, não podia ter o comportamento que teve na CPMI. Ele não podia se recusar a abrir seus sigilos, por exemplo.
Só anunciou que iria abrir após o governador Agnelo Queiroz, na quarta-feira, prontamente se dispor abrir os seus sigilos. Assim mesmo não disse qual o sigilo está disposto a abrir. A sugestão de abrir seu sigilo telefônico parece que foi o que mais incomodou Perillo na sessão da CPMI.
Mas o que mais chamou a atenção dos parlamentares da CPMI foi a deferência com que o tucano tratou o bicheiro. Para Perillo, Cachoeira não é um contraventor, é um respeitável “empresário”. Só faltou chamá-lo de “Sua Excia Cachoeira”.

Desembargador dá voto que pode livrar Carlinhos Cachoeira da prisão
O desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), defendeu que as escutas da Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), que prendeu o contraventor Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha, são ilegais e votou pela liberdade do bicheiro preso desde o dia 29 de fevereiro.
Relator do pedido de habeas corpus da defesa de Cachoeira, Tourinho alegou que as interceptações telefônicas não podem ser feitas a partir de “meros indícios”, que não havia situação excepcional para o uso de gravações e que não pode “haver banalização da interceptação telefônica para combater o crime”. Disse também que a PF pediu autorização para fazer as gravações com base em denúncia anônima.
A mesma benevolência do desembargador para com a versão de Cachoeira não é a mesma para com o lado da Polícia Federal, que investigou o caso. A PF contradiz Tourinho e afirma que antes de pedir a interceptação telefônica fez entrevistas com pessoas nos locais de exploração de jogos e apreensões de máquinas caça-níqueis. A polícia também mostra que a investigação não teve início só a partir das denúncias anônimas, mas nas informações da Promotoria de Justiça de Valparaíso (GO). Mas, se por acaso fosse assim, será que o brutal crime organizado deveria ser combatido com nome endereço, telefone, RG, CPF e talvez um foto 3 X 4 dos denunciantes?
Caso os outros dois juízes da turma acompanhassem o voto de Tourinho, as provas contidas nas escutas seriam anuladas e o fora da lei Carlinhos Cachoeira estaria livre. Mas um dos três desembargadores pediu vista e interrompeu o julgamento do habeas corpus, devendo apresentar o seu voto na próxima terça-feira (19). Caso venha a perder no TRF1, a defesa de Cachoeira vai usar o voto de Tourinho como argumento num possível recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Essa não foi a primeira decisão do desembargador Tourinho Neto que beneficiou o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na segunda-feira da semana passada (4), a 3ª Turma do TRF1 decidiu libertar o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, grampeador e principal informante da máfia de Cachoeira. Foi de Tourinho Neto, também como relator, o voto para soltar Dadá, que, esse sim, banalizou as escutas, grampeando tudo e a todos a serviço de Cachoeira. Será que é só Dadá que pode fazer escutas?
Nesta quarta-feira (13), Tourinho concedeu liminar liberando José Olímpio de Queiroga Neto, acusado explorar casas de jogos no entorno do Distrito Federal e de pertencer ao esquema de Cachoeira. No mesmo dia, o TRF1 decidiu desbloquear os bens da Vitapan, empresa farmacêutica pertencente à máfia de Cachoeira. A Segunda Sessão da corte analisou liminar concedida pelo relator do processo, desembargador Tourinho Neto, em 26 de março, favorável à Vitapan.
Foi também Tourinho quem deu liminar suspendendo o depoimento de Cachoeira na Justiça, que iria acontecer no dia 1º de junho (sexta-feira). Por fim, foi ele quem autorizou em abril a transferência de Cachoeira do presídio federal de Mossoró (RN) para o da Papuda, em Brasília.

Gurgel anuncia pedidos de inquéritos para constranger Agnelo no dia do depoimento
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pedido de abertura de dois inquéritos para investigar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e um outro contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Os documentos foram enviados na segunda-feira (11), mas a procuradoria só divulgou a informação na quarta (13).
Curiosamente, a data do anúncio da formalização do procedimento coincidiu com o depoimento do petista na CPI do Cachoeira, servindo como elemento de pressão contra o governador do Distrito Federal no dia do seu comparecimento à comissão. Já o tucano Marconi Perillo, que prestou depoimento na terça-feira (12), foi poupado pelo procurador de passar pelo mesmo constrangimento.
Os três inquéritos chegaram ao tribunal superior sob segredo de Justiça e receberam os seguintes números 787, 788 e 789. O primeiro investigará relações de Perillo com o esquema criminoso chefiado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Em relação aos outros dois, que têm como alvo Agnelo Queiroz, um deles também tratará da suposta relação do governador com o esquema de Cachoeira e o outro sobre possível prática de crime do petista quando era diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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