ENCALHE ( Descontinuado em 05.10.2013 )

junho 13, 2012

Hora do Povo: Globo abandona a canoa de Perillo e pede a sua cabeça. Mídia golpista cede mais um anel


“É pro governador, vamos logo pagar ele lá no Palácio”, diz Cachoeira em gravação revelada pela reportagem
Percebendo que mais cedo ou mais tarde seria inevitável o surgimento de novas denúncias envolvendo o seu tradicional aliado, Marconi Perillo, a Globo resolveu jogá-lo ao mar. Correram para publicar tanto em seu jornal como na TV a gravação, feita pela Polícia Federal, mostrando o contraventor Carlinhos Cachoeira mandando seu comparsa, o ex-vereador do PSDB, Wladimir Garcez, “entregar o dinheiro para o governador, no Palácio”. O dinheiro era para pagar a casa vendida por Perillo.
O diálogo não deixa dúvidas de que foi Cachoeira quem negociou e comprou a casa de Marconi Perillo. E foi nesta residência que o criminoso foi preso durante a operação Monte Carlo, da PF.
( HORA DO POVO )
Globo larga a mão de Perillo e o tucano se complica mais
“Fala: é pro governador. Vamos lá pagar ele logo no Palácio”, diz bicheiro para comparsa
Percebendo que, mais cedo ou mais tarde, seria inevitável o surgimento de novas denúncias envolvendo o seu tradicional aliado, Marconi Perillo, as Organizações Globo resolveram jogá-lo ao mar. Correram para publicar tanto em seu jornal como na TV a gravação, feita pela Polícia Federal, mostrando o contraventor Carlinhos Cachoeira mandando seu comparsa, o ex-vereador do PSDB, Wladmir Garcez, “entregar o dinheiro para o governador, no Palácio”. O dinheiro era para pagar a casa vendida por Perillo.
O diálogo não deixa dúvidas de que foi Cachoeira que negociou e comprou a casa de Marconi Perillo. E foi nesta residência do governador que o criminoso foi preso durante a operação Monte Carlo, da PF. Até agora, Perillo repetia a tática de Demóstenes e negava tudo. Dizia que não recebeu em dinheiro pela transação. Inventou uma versão de que teria recebido través de três cheques. Foi desmentido de cara por Walter Paulo Santiago, representante da empresa Mestra, que depôs na CPI e disse que pagou em dinheiro vivo. Em “pacotinhos” de notas de cem e cinqüenta reais, explicou. Com tudo isso, a Globo teve que desistir de ficar criando pseudo-crises contra Agnelo Queiroz para tentar tirar o foco dos crimes de Perillo.
Na ligação feitas através de seu aparelho Nextel, que reproduzimos abaixo, Garcez dá a entender que está esperando um emissário. Parece se tratar de Lúcio Fiúza, assessor especial de Perillo que pediu exoneração na semana passada, ou do professor Walter Paulo. O ex-vereador diz a Cachoeira que irá se encontrar com Jayme Rincón em um shopping. Antes, o contraventor questiona se seria bom ele estar presente, mas Garcez o desestimula, porque não vê uma boa explicação para justificar a presença do chefe.
Cachoeira: “Tá aí?”
Garcez: “Não. Ele ligou agora disse que tá chegando. Atrasou um pouquinho”.
Cachoeira: “Quer que eu vá ai?”.
Garcez: “Precisa não, você que sabe. O que você estaria fazendo aqui?”
Cachoeira: “É verdade, então não vou aí, não”.
Garcez: “O Jayme já está indo lá no Alpha Mall, marcou comigo, qualquer coisa vou encontrar com ele na Agetop”.
Cachoeira fala para o auxiliar ligar para Jayme Rincón e dizer que atrasou, mas que é para ele aguardar Garcez na própria Agetop. E demonstra pressa na conclusão da transação. Na ligação, Cachoeira manda Garcez fechar o negócio no mesmo dia.
Cachoeira: “Você liga para o Jayme, fala para ele te esperar na Agetop, que atrasou. Tô indo lá, encontrar com o menino. Vende este trem hoje, hein. Pega o dinheiro logo, urgente”.
Garcez: “Aquilo que nós combinamos. Não vou perder. Dois milhões a gente já fechou. Se ele não fizer mais nada que dois, mete bronca. Mas vou tentar os R$ 2.250. Se não der… aí eu te dou uma ligada disfarçada, daquele jeito, viu”.
Cachoeira pede para Garcez dizer que é para entregar o dinheiro para o governador, no Palácio.
Cachoeira: “Fala: é pro governador. Vamos lá pagar ele logo no Palácio, chega lá pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro. Já entrega a chave pra ele, entendeu. Depois tira os trens que tem que tirar aqui”.
Cachoeira: “cê vai lá, chama o Lúcio. O Lúcio, você conversa com ele. “Ô, Lúcio, é que eu vendi lá, então tô vendendo mobiliada já, por dois e tanto”.
Cachoeira: Quanto?
Garcez: Uai, Carlinhos, ele mandou, deixa eu ver aqui… Foi um e quinhentos em dinheiro e quinhentos mil em gado, sabe? Mas aí eu vou conversar pessoalmente com o doutor Lúcio, que esse trem por telefone é ruim demais.
Perillo disse que havia vendido a casa por R$ 1,4 milhão. As gravações mostram que as conversas foram feitas em julho ou seja, depois que o governador já tinha recebido pela venda da casa. Marconi Perillo declarou que recebeu o pagamento em três cheques, em março, abril e maio.
Com o cavalo de pau dado pelas Organizações Globo, abandonando um velho aliado, Perillo terá muito o que se explicar ao país e aos parlamentares. Em 2005, a Globo tinha dado ampla repercussão ao então governador de Goiás, quando ele inventou ter alertado o presidente Lula sobre uma suposta compra de parlamentares em seu governo. Perillo e Globo queriam com isso dar sustentação à armação golpista contra o então presidente Lula.
Agora, abandonado à própria sorte, Perillo terá muito trabalho, além da entrega do dinheiro de Cachoeira no Palácio, terá que explicar também o pagamento de seu ex-assessor de imprensa feito com dinheiro de uma empresa de Cachoeira. Luiz Carlos Bordoni, ex-assessor de imprensa de Perillo, revelou recentemente que o governador pagou por seus serviços com dinheiro de uma empresa de propriedade de Cachoeira, a “Alberto e Pantoja”. Segundo Bordoni, ele recebeu metade em dinheiro do próprio governador e a outra metade, R$ 45 mil, da empresa do contraventor.

“Estou ao inteiro dispor da CPMI para depor”, afirmou o ex-chefe do Dnit
O ex-chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foram derrubados de seus cargos após armação montada por Cachoeira e a revista Veja. A associação do contraventor com Policarpo Jr teve como objetivo defender os interesses da empreiteira Delta. Ele agora quer falar na CPMI. Por que o relator não quer ouvi-lo? Ele tem muita coisa a dizer sobre as armações de Veja e Cachoeira e as propinas cobradas no Rodoanel de São Paulo. “Estou ao inteiro dispor da CPMI para prestar depoimento”, reiterou.
Em entrevista recente, Pagot revelou que recebeu pressão dos tucanos nas obras do Rodoanel. “Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra”, afirmou Pagot. Ele contou detalhes sobre a forma como, no exercício do cargo, foi pressionado por José Serra a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de Serra à Presidência da República em 2010.
“Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot. Disse também que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu o tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP). Ressaltou, no entanto, que as doações foram dentro dos parâmetros. “Cada um doou o que quis. As doações, no entanto, era feitas pelas vias legais. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, explicou Pagot.
Segundo ele, com os tucanos paulistas era diferente. Os pedidos eram para um caixa 2 e ele se recusou a atendê-los. Pagot contou que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, empresa paulista responsável pelas estradas, Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia. As acusações foram tão sérias que Serra acusou o golpe e afirmou que seu partido pretende entrar na Justiça contra ele. Tudo isso pode ser esclarecido na CPMI.
Segundo o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), a convocação de Pagot é desnecessária nesse momento. Para ele, isso “não é objeto de análise da CPMI”. A posição do relator gerou críticas de seus colegas na comissão e do seu próprio partido. Nos perdoe o parlamentar, mas depois que o deputado tucano Fernando Francischini (PR) o chamou de “tchutchuca” na sessão da CPMI, por, segundo ele, proteger o governador Agnelo Queiroz (PT) e ser “tigrão” quando se tratava de Marconi Perillo (PSDB) vem agindo exatamente como os tucanos queriam ao convocar o governador do Distrito Federal.

About these ads

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O tema Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.503 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: