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junho 2, 2012

“Imoralidade” dos banqueiros deve ir a tribunal, defende autor de livro sobre o Goldman Sachs

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O autor do livro “O Banco – Como o Goldman Sachs dirige o mundo” Marc Roche disse à Lusa que as causas da crise deviam ser julgadas em tribunal porque a opinião pública está revoltada com as “imoralidades” cometidas pelas instituições financeiras.
( DN )
“A opinião pública sente-se enganada e pressionada pela austeridade imposta, em parte, para pagar os erros da banca e ainda nenhum banqueiro pagou pelos erros. Quando ponho a questão aos banqueiros eles respondem que a imoralidade e a falta de ética não são crime. Por isso, às vezes, calcam o risco amarelo da imoralidade mas não ultrapassam a linha vermelha da legalidade. Temos de começar a pensar em julgar a imoralidade”, disse à Lusa Marc Roche, correspondente financeiro do jornal francês Le Monde na City, em Londres e autor do livro “O Banco — Como o Goldman Sachs dirige o mundo” publicado esta semana em Portugal.
Para Marc Roche, a imoralidade e a falta de ética dos bancos, além das alegadas ilegalidades deviam ser investigadas e julgadas em tribunal, o que ainda não aconteceu.
“Nenhum país investigou em tribunal – exceto a Islândia – o que aconteceu. O que temos nos Estados Unidos e na Europa são comissões parlamentares mas os parlamentos não compreendem a complexidade das finanças e colocam sempre questões muito básicas”, afirma Roche que admite a complexidade dos processos que envolvem os bancos e sobretudo um eventual processo sobre a crise financeira.
“Nenhum banco foi levado a tribunal ou mesmo processado e isto é um problema”, disse.
Até porque “os tribunais têm muita dificuldade em julgar os crimes financeiros porque custa muito dinheiro. E no caso do sistema judicial norte-americano, o júri não compreende verdadeiramente as questões e por isso os banqueiros saem sempre a ganhar porque podem pagar a bons advogados”, refere o correspondente financeiro do Le Monde em Londres que sublinha que o poder político nunca se mostra interessado em processos desta natureza.
“Os políticos não têm interesse nos processos contra os bancos e a prova disso é o Goldman Sachs assim como outras organizações financeiras. Tony Blair trabalhou para a JP Morgan, Prodi trabalhou para o Goldman Sachs, políticos na Bélgica trabalharam para a Dexia, Monti para o Goldman Sachs e Papademos, na Grécia, é próximo da Goldman Sachs. Nenhum deles tem interesse em levar estes problemas a tribunal, o que eu julgo seria essencial”, diz Roche que considera que os erros dos bancos estão a ser pagos pelos cidadãos.
“O grande desafio é desagravar a classe média do fardo que representa o pagamento de impostos porque é a classe média quem está a pagar a crise através de medidas de austeridade impostas pelos políticos, apesar da situação estar a mudar com a eleição de Hollande em França da derrota de Merkel nas eleições regionais alemãs e da possibilidade do fortalecimento da esquerda na Grécia”, sublinha o jornalista que recorda também que a regulação está legislada e que o problema é a aplicação das leis.
“Temos de voltar à regulação como nos anos 1930. Os bancos são demasiado fortes. Um estudo da agência Reuters indica que são produzidas centenas de medidas e leis de regulação todos os dias, em todo o mundo mas o problema é que as leis e as medidas não são aplicadas”, conclui Marc Roche.

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FONTE: O ESQUERDOPATA

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