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junho 1, 2012

Gilmar diz ser normal pegar carona no avião ofertado por Cachoeira. E também foi reprovado no detetor de mentiras, informa o UOL…


Se é assim, por que ele ficou tão nervoso?
O distraído não reparou até agora quem são os ‘gangsters’ e ‘bandidos’
Indagado pelos repórteres sobre as notícias de que teria viajado num jato providenciado por Cachoeira, o ministro do STF, Gilmar Mendes, ficou muito nervoso e sacou vários papéis que já estavam em seus bolsos para tentar provar que sua viagem a Berlim tinha sido “oficial”. A certa altura ele deixou escapar: “Vamos dizer que o Demóstenes me oferecesse uma carona num avião, se ele tivesse. Teria algo de anormal?”. Depois admitiu que viajou pelo menos duas vezes para Goiás em avião pago pelo sócio de Cachoeira.
( HORA DO POVO )
Viagem de Gilmar e Demóstenes pela Europa ainda é um enigma
E acha normal carona em avião agenciado por bicheiro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, procurou na terça-feira alguns jornalistas da Assessoria de Imprensa do STF para dar explicações sobre sua viagem à Berlim junto com Demóstenes Torres, hoje sabidamente um integrante da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. Trechos dos documentos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, mostram Cachoeira e o ex-vereador de Goiânia, Wladimir Garcez, arranjando, a pedido de Demóstenes, um avião em 23 de abril de 2011 para transportar o senador e um homem chamado “Gilmar” que viajava com ele, vindos de Berlim. Ao lado da transcrição da conversa onde era mencionado o “Gilmar”, a PF interroga: “Mendes?”
Indagado pelos repórteres sobre as notícias de que ele teria viajado num jato providenciado por Cachoeira e seus cúmplices, Gilmar ficou muito nervoso e sacou vários papéis que já estavam em seus bolsos para tentar provar que sua viagem a Berlim tinha sido “oficial”. A certa altura ele se traiu e deixou escapar: “Vamos dizer que o Demóstenes me oferecesse uma carona num avião, se ele tivesse. Teria algo de anormal?”. A nós resta indagar: como assim excelência? Um bandido, chefe de quadrilha, providencia um avião para duas autoridades da República e o digno “magistrado” acha isso normal? Com tudo o que se sabe hoje – e Gilmar Mendes também sabe – sobre os crimes cometidos por Cachoeira/Demóstenes e sua quadrilha, como um membro do STF pode achar que não há problema em aceitar uma carona num avião arranjado por eles?
A pergunta, inclusive, não tinha sido se a viagem era oficial ou não. A viagem oficial existiu e foi aquela feita até Granada, na Espanha, onde Gilmar iria participar de um ato em homenagem a uma personalidade européia, e a volta de lá para o Brasil. Mas, a ida para Praga para se encontrar com Demóstenes e a viagem dos dois juntos, de trem, para Berlim, bem como a volta de Berlim para o Brasil, não eram oficiais. Permanece, portanto, até hoje um mistério sem explicação. Qual o motivo do encontro dos dois em Praga, na República Tcheca. E também por que a viagem de trem para Berlim? Qual o motivo deste encontro? Essas perguntas ainda não foram respondidas por Gilmar em suas seguidas entrevistas. Ele agrediu o ex-presidente Lula, o ex-presidente do STF, Nelson Jobim, e outros, mas não explicou nada. O Brasil quer saber mais detalhes sobre este misterioso encontro em Praga. É preciso que ele pare de ofender os outros e se explique para o país.
E, além do mais, convenhamos, com essa declaração de “sua excelência”, dizendo que não vê problema nenhum em usar um avião arranjado por Cachoeira, não há mais muita relevância em saber se a sua viagem de São Paulo à Brasília foi feita ou não no avião da quadrilha. Até porque Gilmar confessa que já fez outras duas viagens de avião à Goiânia, arranjadas por Demóstenes. E, que se saiba, Demóstenes não tem avião. Nessas viagens, Gilmar nem “sabe” quem foi que “forneceu” os aviões. Ele apenas pegou carona. E indaga aos repórteres se, ao pegar carona no avião arranjado por Demóstenes, isso significaria que ele estaria se associando aos seus “malfeitos?”. Ora. Com o que se sabe hoje sobre o gangsterismo de Cachoeira e Demóstenes, é evidente que sim. Mas Gilmar acha natural andar em avião de bandido e com bandidos.
Esse nervosismo todo e os ataques ao ex-presidente Lula e a Nelson Jobim mostram que Gilmar Mendes está muito preocupado com as revelações que vinham sendo feitas sobre a sua viagem à Alemanha. E mais ainda com as que poderão ainda ser feitas pela Polícia Federal. Afinal, sabe-se que faltam milhares de gravações ainda não estudadas pela PF e nem pela CPMI em curso.
Ele saiu acusando o ex-presidente da República de estar mal informado e de estar sendo “abastecido por bandidos e gângsteres”. Mas, tirando a cena, não parece ser por acaso que Gilmar vem falando tanto em bandidos e gângsteres. Quando era presidente do STF, ele se cercou do agente Jairo Martins para assessorá-lo informalmente no órgão. Jairo Martins era, então, e é até hoje, um bandido que ocupa a posição de braço direito do mafioso Carlos Cachoeira. Atualmente o “agente” contratado por Gilmar encontra-se preso junto com seu chefe, acusados, entre outras coisas, de formação de quadrilha. Esse tipo de gângster trabalhou para Gilmar Mendes.
Coincidentemente foi nessa época que surgiu a história do grampo sem áudio – que a desmoralizada revista Veja denunciou – que teria captado uma conversa entre Demóstenes e Gilmar Mendes. Essa farsa do grampo, que acabou derrubando o chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), delegado Paulo Lacerda, nunca foi esclarecida. Investigação da PF e da Abin concluíram pela inexistência do tal grampo. E os dois (Gilmar e Demóstenes) tentaram na época desestabilizar o governo Lula por conta dessa história ridícula. Depois, desmoralizada a farsa do grampo, Gilmar se saiu com essa: “Se a história não era verdadeira, era extremamente verossímil diante de todo aquele quadro” (Folha/UOL 24/03/2009).
Gilmar tem também uma enteada contratada – a seu pedido – no gabinete de quadrilheiro Demóstenes Torres. E, como todos se lembram, foi o próprio Gilmar Mendes que, em menos de 24 horas, deu dois habeas corpus para soltar o banqueiro mafioso, Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal.

“Porque tá vindo ele e Gilmar, né, porque não vai achar voo, sabe?”
E, para que não fique nenhuma dúvida de que foi mesmo a quadrilha de Cachoeira/Demóstenes que providenciou o avião para recebê-los em sua volta de Berlim, vamos reproduzir os diálogos captados pela Polícia Federal, com a devida autorização da Justiça, feitos em 23 e 24 de abril de 2011.
Ligação feita em 23/04/2011 19:31:40 23/04/2011 19:34:38 00:02:58:
Cachoeira diz a Wladimir que Demóstenes está em Berlim.
Wladimir diz que o Professor (Demóstenes) está querendo vir de São Paulo no avião do Ataíde [senador Ataídes de Oliveira, do PSDB de Tocantins; suplente, exerceu o mandato no período de 03/05/2011 a 31/08/2011], mas só localizou o piloto e não localizou o Ataíde, daí pergunta se pode autorizar.
Cachoeira responde que pode autorizar.
Wladimir diz que está ele e o Gilmar
Cachoeira diz que vá preparando o avião enquanto acha o Ataíde.
Diante da dificuldade de conseguir o avião do senador Ataíde, eles seguem tentando resolver a viagem de Demóstenes, agora com o avião de um tal Rossini:
Wladimir: Eu já conversei com o Rossini, tamo organizando já com o Rossini sabe. Por que o piloto num quer fazer, sem autorização do Ataíde, por que depois, o Ataíde num tá … num chega né. Ai eu já liguei pro Demóstenes é … amanhã, o Rossini já tá organizando, ai eu pego ele lá.
Cachoeira: qual que é o avião do Rosssini?
Wladimir: é um jatinho né, ele tem um que é um jatinho que ele falou, um King Air.
Cachoeira: um pequeno, né?
Wladimir: é … ai eu peguei falei com ele, ele falou não, não preocupa não que eu organizo. Porque tá vindo ele e o Gilmar né, por que não vai achar voo, sabe?

Informações da matéria do “Estado” são falsas, afirma a Presidência da República
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota na quarta-feira (30), afirmando que no encontro da terça-feira (29), entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, foi apenas para estender o convite ao magistrado para participar da Conferência à Rio+20 e discutiram questões administrativas dos dois poderes.
Conforme a nota, “a Presidência da República informa que são falsas as informações contidas na reportagem que, em uma de suas edições, apareceu com o título ‘Para Dilma, há risco de crise institucional’, publicada hoje no diário O Estado de S. Paulo. Em especial, a audiência de ontem da presidenta Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, tratou do convite ao presidente do STF para participar da Rio+20 e de assuntos administrativos dos dois poderes. Reiteramos que o conjunto da matéria e, em especial, os comentários atribuídos à presidenta da República citados na reportagem são inteiramente falsos”.
“Contrariando a prática do bom jornalismo, o Estadão não procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência para confirmar as informações inverídicas publicadas na edição de hoje”.

Gilmar não passa no detector de mentiras, informa o UOL
De acordo com o portal UOL, do grupo Folha, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mentiu na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional da TV Globo, na noite de segunda-feira (28) em que atacou e fez acusações a Lula, dizendo que “inferiu” que o ex-presidente da República o tinha pressionado para não julgar a farsa do “mensalão”.
O UOL noticiou discretamente na terça-feira (29), em nota publicada às 18h14, que um teste de voz aplicado pelo perito Mauro Nadvorny, diretor-presidente da Truster Brasil, empresa especializada em análise de voz, detectou trechos “fraudulentos e suspeitos” na entrevista de Gilmar Mendes.
“Na análise de um total de 3 minutos de trechos da entrevista, foram detectadas 11 ocorrências de alto risco, cinco de provável risco e duas de baixo risco”, disse o perito. Nadvorny explicou que “alto risco é uma maneira de dizer que a pessoa está mentindo”.
A empresa de Nadvorny produz a tecnologia que detecta sinais de tensão, estresse, medo, embaraço e excitação em arquivos de voz, ou seja, um detector de mentiras.

Mendes está desinformado, rebate o ex-delegado Lacerda
O ex-delegado Paulo Lacerda, ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-diretor-geral da Polícia Federal, desmentiu em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” as declarações do Gilmar Mendes sobre sua atuação. Ele disse que o ministro está desinformado e assegurou que não presta nenhuma assessoria ou municia o PT e o ex-presidente Lula com informações. O jornal havia noticiado informações de Gilmar Mendes de que Lacerda fora contratado pelo PT.
“O ministro Gilmar Mendes disse que teve notícias de que o sr. estaria assessorando o PT e o ex-presidente Lula nesse episódio e tem como missão destruí-lo. O sr. tem mantido esses contatos?”, indagou o repórter. “Eu acho que o ministro Gilmar Mendes, se ele falou isso, está totalmente desinformado em relação à minha vida e ao meu trabalho”, respondeu Lacerda.
“Eu não tenho nenhuma relação com partido político. Nunca tive e não tenho. E não presto assessoria nenhuma para o Partido dos Trabalhadores. Eu trabalho hoje na iniciativa privada, na área de segurança privada ”, acrescentou.

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