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março 26, 2012

Serra e a Prévia do PSDB, Por Jasson de Oliveira Andrade


Agora é oficial. Serra venceu a prévia do PSDB, realizada em 25/3/2012, e se tornou o candidato a prefeito de São Paulo. Ele obteve 52,1%, contra 31,2% de José Anibal e 16,7% de Ricardo Tripoli. Um resultado surpreendente. Espera-se mais de Serra. Os seus adversários somaram 48%, uma diferença de apenas 4%. Quase um empate técnico. Portanto, um resultado pífio.
Bruno Boghossian e Julia Duailibi, no Estadão de 25/3, analisaram esse resultado: “A votação de Serra, que já foi prefeito, governador e candidato a presidente da República pelo PSDB duas vezes, frustrou os coordenadores de sua campanha”. Adiante os jornalistas constataram: “A articulação feita pelos serristas, com o apoio do governo do Estado – secretários do governador Geraldo Alckmin estavam envolvidos diretamente na disputa pró-Serra -, almejava chegar a 80% dos votos. Alckmin declarou voto a Serra há duas semanas e ontem [25/3] o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também declarou apoio a ele. Nas últimas semanas, no entanto, diante da força de Anibal na zona sul, o percentual começou a ser revisto para cerca de 65%. (…) Enquanto aliados de Anibal e Tripoli apontavam um partido dividido, os serristas justificavam a votação abaixo do esperado alegando que as pessoas que votam em Serra não teriam comparecido às urnas por terem a certeza de que o ex-governador seria vencedor. “Poderia ter sido melhor”, admitiu um dos coordenadores da campanha”. Já Igor Gielow, ao analisar o resultado da prévia tucana para a Folha, minimizou a votação de Serra: “Naturalmente, trata-se de uma disputa limitada a um universo minúsculo. Não deverá impressionar petistas, peemedebistas e afins. Serra continua um candidato muito forte, e o resultado não tende a influenciar a sua intenção de voto na capital. (…) Mas pode indicar o quão pesado Serra se tornou para seu próprio partido e projetar o que isso significará para seus planos futuros”. No entanto, em pesquisas eleitorais, a situação dele não é melhor, segundo análise de Marcos Coimbra, publicada na CartaCapital: “Em todas as pesquisas feitas em 2011, Serra obtinha cerca de 20% ou um pouco mais, de acordo com o cenário, ficando atrás de Marta Suplicy e empatado com Celso Russomano. Na única divulgada depois de se lançar, chegou a 30%. (…) Trata-se de um resultado desanimador. Quer dizer que a superexposição que recebeu da mídia – durante dez dias toda voltada para ele – fez com que crescesse modestamente. Quer dizer que, apesar disso, 70% dos eleitores da cidade continuam a não pensar nele. Quer dizer que não tem espaço para crescer – pois é conhecido por 100% dos eleitores – e não vence com o que tem. (…) Em outras palavras, a eleição permanece promissora para Fernando Haddad [PT] e Gabriel Chalita [ex-tucano e candidato do PMDB] e começa com um grande ponto de interrogação para Serra”.
Em minha opinião, um fato pesa muito nessa situação: a promessa de Serra em 2004 de que não sairia da Prefeitura, assinando um “papelzinho”, como ele mesmo diz. Apesar da promessa, saiu. É o que veremos no próximo artigo.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2012

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