ENCALHE

fevereiro 29, 2012

Serra candidato a prefeito: salvação do PSDB na Capital, Por Jasson de Oliveira Andrade

O Estadão de 19 de janeiro deste ano noticiou em manchete: “Serra comunica ao PSDB que está fora da disputa pela Prefeitura de São Paulo”. Uma semana depois dessa categórica afirmativa, em 26/1, Serra escreveu um artigo criticando o ex-ministro Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo pelo PT. Por essa crítica, pressenti que ele era candidato a prefeito da Capital, apesar da negativa. Três dias depois, em 29/1, escrevi a um amigo serrista: “O Serra era colaborador da Folha. Atualmente escreve no Estadão. Seus últimos artigos eram de críticas ao governo Dilma. No entanto, no último [26/1], para minha surpresa, ele criticou o ex-ministro Haddad. E me ficou uma dúvida: será que ele vai ser [candidato] prefeito, apesar das negativas? O que você acha?” O meu amigo respondeu: “Ele não quer”, acrescentando: “Puro feeling: acho que não sai”. Pelo meu faro político: eu estava certo. Agora ele vai ser mesmo candidato a prefeito de São Paulo. Serra é a única alternativa dos tucanos, os outros pré-candidatos tucanos eram fracos e provavelmente perderiam a eleição.
Qual foi o motivo que levou Serra a voltar atrás em sua decisão? Dora Kramer, no artigo “Por que Serra cedeu”, publicado no Estadão de 16/2, aponta o motivo principal: “O movimento de aproximação do prefeito Gilberto Kassab em direção ao PT teve um peso fortíssimo: muito provavelmente levaria o candidato Fernando Haddad a uma vitória no primeiro turno e o PSDB a um beco sem saída”. Para mim, este motivo não existe. É apenas uma estratégia do Serra. Como previ, a candidatura dele já estava decidida em 26 de janeiro, antes do Kassab “conversar” com o PT. Essa estratégia é inteligente por dois motivos. Primeiro, une o PSDB com ele. Aparentemente o governador Alckmin estimulou a candidatura dele, mas, na verdade, ele torcia para o Chalita (PMDB), seu amigo pessoal e autor da biografia da esposa, Lú Alckmin. O governador não esquece sua derrota à prefeitura graças ao apoio de Serra ao Kassab, que foi reeleito. Depois dessa decisão, na qual o governador não acreditava, terá que apoiar o Serra. Outro motivo dessa estratégia foi percebido pela CARTACAPITAL: “O PT ficará em uma posição constrangedora. Será difícil atacar Kassab após tantos afagos”. O prefeito apoiará Serra e os petistas terão dificuldade em criticar sua administração, embora ela seja mal avaliada.
O psicanalista Tales Ab´Sáber, na entrevista concedida ao Estadão (Alías, 19/2), fez essa análise: “Neste momento, o Serra precisa assumir que é uma liderança importante e desarticuladora. Sempre foi. É uma tendência autoritária dele se impor a todos os debates. O que o Lula tem de agregador, ele tem de ataque às ligações. Ao mesmo tempo, é o herdeiro da confiança da elite conservadora paulistana, que agora não tem objeto em que depositar sua esperança a não ser ele. De algum modo, o PSDB está refém do Serra. O partido não tem alternativa, não dá para vir com o neto do Mário Covas, que é um moleque. É muito patética essa tentativa de construir um Chalita na última hora”.
“Ele [Serra] abandona sonho da Presidência”, afirma Kassab. Duvido. Esta alternativa ou nova estratégia ficará para outro artigo.
Apesar do franco favoritismo de Serra, não se pode descartar sua derrota. É muito difícil, mas não é impossível. Como costumo dizer: a conferir!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Fevereiro/março 2012

Hora do Povo: Campeão da privataria diz que vai disputar a prefeitura de S. Paulo

E já começa a falar com a língua da serpente
Serra desiste de adiar prévias, mas pressiona os demais candidatos do PSDB a desistirem
O candidato derrotado à Presidência da República em 2010, José Serra (PSDB), anunciou na segunda-feira que pretende, mais uma vez, concorrer à sucessão municipal em São Paulo. A decisão, adotada às vésperas das prévias, para escolher o candidato dos tucanos – marcadas para o dia 4 de março – atropela o processo e provoca desagregação partidária, uma marca registrada dele. Serra é arrolado no livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, que descreve o roteiro das propinas nas negociatas das privatizações.
Serra se diz pré-candidato após jurar para o PSDB que não seria

Serra tem na mira os inimigos da Paulicéia.

Atitude deixou os tucanos José Aníbal e Ricardo Trípoli irritados, que dizem não abrir mão das prévias
O candidato derrotado à Presidência da República em 2010, José Serra (PSDB), anunciou na segunda-feira (27) que pretende, mais uma vez, concorrer à sucessão municipal em São Paulo. A decisão, adotada às vésperas das prévias, para escolher o candidato dos tucanos – marcadas para o dia 4 de março – atropela o processo e provoca desagregação partidária, uma marca registrada de Serra.
Os pré-candidatos José Aníbal e Ricardo Trípoli não gostaram da estratégia do adversário de adiar a realização das prévias como forma de ganhar tempo para tentar enfraquecê-los. Agora Serra diz que sempre foi “a favor das prévias”, mas quer que os pré-candidatos desistam.
Trípoli reclamou do método do adversário, que “sempre negou que fosse candidato e mudou de ideia na última hora”. Para José Aníbal, “seria um anticlímax adiar (as prévias)”. Serra já ocupou o cargo de prefeito em 2005 e prometeu por escrito à população, durante a campanha, que não sairia do cargo para ser candidato. Não cumpriu a promessa e acabou abandonando a Prefeitura para se candidatar ao governo em 2006.

Para Serra, promessa é dívida. Mas nóis é que paga.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse que vai apoiar José Serra mesmo que seu partido não integre a chapa como vice.
O fato é que a iniciativa de Serra disputar mais uma vez a Prefeitura paulistana, além de provocar as cisões e brigas no PSDB, cria também uma excelente oportunidade para que a Hora do Povo, veículo sempre preocupado em zelar pelo melhor esclarecimento possível dos cidadãos da nossa cidade, passe a publicar, a partir de hoje, uma série de artigos que fazem parte do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. O livro, lançado no final do ano passado, foi um sucesso editorial estrondoso e bateu todos os recordes de vendas. Baseado nesta obra, que contém farta documentação comprobatória das falcatruas tucanas, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) obteve um expressivo apoio parlamentar para a abertura da “CPI da Privataria” com o objetivo de investigar as negociatas de Serra & Cia com o patrimônio público. Segue, então, caro leitor, o primeiro desses artigos:
Os sócios ocultos de Serra
Por que o ex-governador esconde seus sócios e suas sociedades. E por que mentiu à Justiça Eleitoral. Verônica, Preciado e Rioli. Outro elo com Ricardo Sérgio.
AMAURY RIBEIRO JR. (*)
Muitas parcerias comerciais unem — ou uniram — José Serra a parentes e amigos. Mas, por estranho que pareça, raras entre elas são assumidas pelo ex-governador de São Paulo.
No decorrer da sua vida pública, ele tem omitido, com zelo incomum, a existência de seus sócios — a filha Verônica entre eles — e de suas sociedades à Justiça Eleitoral. Por que age assim?
Vamos tentar saber aqui. Um bom começo é seu sócio e primo Gregorio Marín Preciado.
Senador eleito pelo PSDB, Serra assume, em 1995, o Ministério do Planejamento na gestão Fernando Henrique Cardoso.
Enquanto isso, Preciado vive aturdido pelas dívidas com o Banco do Brasil. Cansado de esperar, o BB finalmente se move: em julho do mesmo ano ingressa na Justiça pedindo o arresto de bens do devedor relapso. No lote, figura um item interessante: o terreno que Preciado então possui em sociedade com o primo ministro no bairro Morumbi, área nobre de São Paulo. Mas alguém vazou a informação e os primos Preciado e Serra venderam o imóvel antes do arresto…
A escritura de compra e venda foi lavrada em 1o de setembro de 1995, e o negócio registrado no dia 19 do mesmo mês no 15o Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo. Em sua defesa, Preciado declarou ter realizado a venda em abril. Pitorescamente, o assento no cartório ocorreu cinco meses depois…
Serra apresentou uma explicação que o Ministério Público Federal tachou de “esdrúxula”. Sintonizado com o primo, sustentou que a negociação foi parcelada em cinco vezes e que somente após o pagamento da última cota, lavrou se a escritura. Descreveu uma operação anômala, já que o instituto da hipoteca existe para solucionar tais pendências sendo a escritura firmada imediatamente após o fechamento do negócio.
A suspeitíssima operação autoriza a crer que Serra e Preciado cometeram aquilo que é chamado, no jargão jurídico, de fraude pauliana. Explica-se: na pre-história do Direito, o devedor respondia com o próprio corpo pelas obrigações assumidas. Se não pagasse a dívida, poderia até mesmo perder a liberdade — e tornar-se escravo do credor — ou mesmo a vida. No Direito Romano, atribui-se ao pretor Paulo a mudança desta situação, afastando a penalidade do corpo do devedor e direcionando a para seus bens. A fraude pauliana ocorre quando o devedor aliena seu patrimônio visando iludir o credor e esquivar se de sua obrigação. Em outras palavras, uma artimanha de que se vale o caloteiro para afastar a satisfação do prejuízo do alcance de quem iludiu.
Como se a suspeita carregasse no seu bojo outra suspeita — uma realimentando a outra — o terreno dos primos, com 828 m2, no valorizadíssimo bairro da classe média alta paulista, foi passado adiante por R$ 140 mil, montante abaixo dos preços praticados no mercado.
Mas a relação entre Serra e seu contraparente é pródiga em parcerias, além da antiga e polêmica copropriedade do terreno no Morumbi. Os dois primos estão vinculados por endereços, negócios e sociedades. Mas Serra procura sempre isolar, atrás de uma muralha de subterfúgios, seus contatos e sua vida comercial.
Basta ver o caso da ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda. A empresa, que tem como sócia também Verônica Serra, situava-se na Rua Simão Álvares, 1020, Vila Madalena, São Paulo (SP). Por uma incrível coincidência, o prédio pertencia à Gremafer e, portanto, a Preciado.
Neste terreno onde as coincidências se encontram amiúde e dizem “Olá” umas para as outras, Serra não incluiu a ACP na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 1994, 1998 e 2002.
O endereço, aliás, também acolheu seus comitês nas campanhas eleitorais de 1994 e 1996.
Serra “mentiu para a Justiça Eleitoral, ocultando empresa e ligação com o Sr. Preciado”, registrou o Ministério Público Federal (MPF), quando investigava o relacionamento comercial do ex governador paulista e de seu contraparente. Como se fosse pouco, Serra escondeu também da Justiça Eleitoral sua vinculação com Vladimir Antonio Rioli, ex-diretor de operações do Banespa. Serra e Rioli foram sócios durante nove anos na Consultoria Econômica e Financeira Ltda., parceria que se manteve até 1995. E, mais uma vez, um sócio e uma sociedade de Serra foram sonegados pelo candidato à Justiça Eleitoral. Não é de hoje, mas desde 1965 que a lei eleitoral, buscando a necessária transparência, exige que os candidatos sejam honestos ao declarar seus bens para prevenir o enriquecimento ilícito por meio do assalto aos cofres públicos.
Serra escondeu o primo, mas por que esconderia Rioli?
Sucede que, nesta senda de negócios obscuros, o sócio Rioli é mais uma conexão com Preciado. Vice-presidente de operações do Banespa e pilotando as reuniões do comitê de crédito do banco público, Rioli liberou R$ 21 milhões para o primo do ex-governador tucano. Realizado em 1999, o empréstimo, sem garantias legais, direcionado para a Gremafer e a Aceto, carregava “indícios veementes de ilicitudes”, segundo o MPF. Não se sabe se o financiamento foi pago.
Mas Rioli é muito mais do que um elo da cadeia entre Serra e Preciado. Ele desvela a vinculação de Serra com o ex-tesoureiro do ex-governador, Ricardo Sérgio de Oliveira. No labirinto em que se cruzam e entrecruzam os caminhos de Serra, Preciado, Ricardo Sérgio e outros personagens da era das privatizações, o percurso de Rioli é tão importante, que ele merece tratamento à parte.
Pivô de negócios nebulosos, em que invariavelmente os cofres públicos perdem e os particulares ganham, ex-arrecadador de campanhas eleitorais do PSDB e ex-sócio de José Serra, o nome de Vladimir Antonio Rioli, hoje, evoca mais futebol do que política.
É que, atualmente, uma de suas empresas, a Plurisport, empenha se em semear arenas esportivas Brasil afora, prevendo a demanda da Copa do Mundo de 2014. Torcedor do Palmeiras, Rioli envolveu-se na modernização do velho estádio Palestra Itália. Além do clube do coração, arquiteta consórcios para erguer os novos estádios de Sport Recife, Botafogo (de Ribeirão Preto), Santo André, Remo, Tuna Luso e Paysandu. Seu passado, porém, persegue-o como uma sombra.
Rioli, 67 anos, sempre foi unha e carne com dois ex-ministros de FHC. Um deles, José Serra e o outro, Sérgio Motta, ex-titular da pasta das comunicações e um dos artífices da privatização do sistema Telebrás. Bem antes da expressão “tucano”, em livre associação, vincular se à “privatização” e “neoliberalismo” no imaginário político nacional, Rioli, Serra e o falecido Serjão já eram amigos.
Conviviam na Ação Popular (AP), uma das tantas organizações de esquerda dos anos 1960/1970 que peitaram a ditadura militar para mudar o Brasil. Implacável, o tempo passou, os três mudaram e mudou também a mudança que pretendiam fazer.
Em 1986, quando começou sua sociedade com Serra, Rioli envolveu-se em desastroso negócio para a então estatal Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa). Sua consultoria, a Partbank, foi acusada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de engendrar um contrato sem correção monetária em período de inflação galopante. No final das contas, a Cosipa acabaria perdoando parcialmente a dívida da siderúrgica Pérsico Pizzamiglio, de Guarulhos (SP). O prejuízo da Cosipa escalou o patamar dos US$ 14 milhões. Em 2005, caberia justamente à Pluricorp, de Rioli, assumir um plano de recuperação da indústria. Por ironia, a devedora Pérsico sobreviveu. A credora Cosipa foi privatizada em 1993 e absorvida pela Usiminas.
Nomeado, por indicação do PSDB, para a vice-presidência de operações do Banespa em 1991, no governo Luis Antônio Fleury (PMDB), Rioli conquistou poderes para autorizar novos empréstimos mesmo para clientes endividados. Em 1999, foi condenado a quatro anos de prisão. Convertida em multas e prestação de serviços, a pena foi aplicada pela Justiça Federal que considerou sua gestão temerária. Apesar de pareceres contrários, Rioli emprestou US$ 326 mil à quase concordatária Companhia Brasileira de Tratores.
O lance mais impressionante de Rioli no Banespa incluiu um personagem recorrente desta trama: Ricardo Sérgio de Oliveira.
Envolvendo o Banespa e com a cumplicidade de Rioli, Ricardo Sérgio trouxe de volta ao Brasil US$ 3 milhões sem origem justificada que repousavam no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe.
Na CPI do Banespa, que investigou o escândalo, o ex-governador Fleury espantou-se com o fato. “É surpreendente saber que os tucanos conseguiram usar o Banespa para internar dinheiro durante o meu governo”, disse.
Sérgio Roberto Vieira da Motta (1940-1998), um dos fundadores do PSDB, tornou-se personagem central no processo de aprovação da reeleição para beneficiar o então presidente e seu companheiro de partido Fernando Henrique Cardoso. Teria articulado a compra dos votos parlamentares — por meio de dinheiro ou concessões de rádio e TV — necessários à aprovação da emenda pro reeleição, segundo gravações obtidas e publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo. ( HORA DO POVO )

fevereiro 25, 2012

Pinheirinho: em audiência no Senado, ex-moradora diz que forças policiais agiram com intenção de “massacrar, exterminar, escorraçar”

As forças policiais que atuaram na reintegração de posse da área de Pinheirinho, em São José de Campos (SP), chegaram lá com intenção de exterminar, escorraçar, massacrar. Foi assim que a ex-moradora da área, Maria Laura da Silva de Souza, relatou os acontecimentos enfrentados pelos habitantes da localidade no dia do cumprimento da ordem judicial. O episódio foi tema de audiência realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (23).
Maria Laura prestou depoimento ao lado do marido, David Washington Castor Furtado. Ao tentar proteger a esposa, ele foi atingido por um tiro e ficou hospitalizado por 17 dias. David foi alvejado por um integrante da guarda municipal, ao passar em ponto de conflito entre guardas municipais e populares. Naquele momento, eles seguiam em direção a um posto de cadastramento da Prefeitura Municipal, depois de serem impedidos de retornar à casa onde viviam para tentar recuperar recuperar bens.
- Era para mim aquela bala. Vi quando o guarda apontou na minha direção. Saí correndo e gritando. Quando olhei para trás, meu marido já estava atingido – contou Maria Laura.
David disse que os exames comprovaram que a bala que o atingiu era de metal, e não de borracha. Como resultado, disse que ainda apresenta sequelas, com comprometimento da raiz do nervo da perna esquerda. Nesse momento, ainda está realizando exames para complementar o diagnóstico.
- Não desejo para ninguém o que vivi: primeiro, perder a casa; segundo, levar um tiro e correr o risco de ficar tetraplégico – salientou.
Antes do casal, falou Valdir Martins de Souza, conhecido como Marrom, líder comunitário de Pinheirinho. Ele afrimou que o terreno, ocupado pela comunidade em 2004, nunca cumpriu finalidade social. Disse que o falido especulador financeiro Naji Nahas teve a posse da área por 40 anos e que, em todo esse tempo, nunca pagou qualquer imposto ao poder público. Ressaltou que a ocupação garantiu moradia digna para cada beneficiado, com lotes de 250 metros quadrados, onde foram construídas casas de bom padrão, destruídas para que o terreno fosse devolvido ao especulador.
- O caso Pinheirinho mostrou como o poder do Estado é terrível, principalmente quando bate nos pobres – comentou.
No começo da audiência, o líder comunitário rebateu afirmação de que seria um parasita. Destacou que trabalha há 37 anos, tendo começado desde a infância, no Paraná, em atividades no campo. Mais adiante, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) confirmou que havia usado o termo em relação ao depoente e pediu desculpas, após ler um texto que Valdir preparou especialmente para ele, falando de sua vida e visão política. Mas o senador ressaltou que havia interesses políticos no movimento de Pinheirinho. Além disso, frisou que a desocupação decorria de uma ordem judicial e que decisões da Justiça devem ser cumpridas quando se vive num Estado de Direito.
Gorette Brandão / Agência Senado
( “Para ex-moradora, forças policiais agiram em Pinheirinho com intenção de ‘massacrar’”, JURISWAY.ORG )

Para a APPLE: trabalhadores da Foxconn trabalham seis dias por semana e dormem na empresa

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , , , — Humberto @ 4:47 pm

Uma equipa de reportagem da ABC conseguiu entrar na Foxconn, uma fábrica chinesa que trabalha para a Apple e para a Microsoft, entre outras marcas. Condições de trabalho dos funcionários são inaceitáveis.
Mesmo depois de receberem um aumento de salário na ordem dos 20 por cento, em média, as condições de trabalho dos funcionários das empresas fornecedoras da Apple continuam a dar que falar.
Desta vez, Bill Weir, um jornalista da ABC, conseguiu entrar numa linha de produção da Foxconn, uma fábrica onde são produzidos modelos do iPad, do iPhone ou da consola XBOX da Microsoft.
Quem ali está trabalha seis dias por semana e não sai da empresa, dorme lá dentro, em locais no mínimo inadequados, misturados com pessoas desconhecidas. Do lado de fora, existem incrivelmente redes na parte baixa do edifício. Para que servem? Ajudam a amparar algum funcionário que se atire da janela. Nos últimos anos foram cerca de 18 que se suicidaram.
Estas notícias sobre as condições dos trabalhadores dos fornecedores da Apple surgem depois do New York Times ter publicado alguns artigos que abordam estes casos, que alguns classificam mesmo como escravatura. ( PTJORNAL )

Ricaça sonegadora morre e escapa da Justiça

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 4:24 pm

MPF: após morte, processo contra ex-dona da Daslu será arquivado
O processo que condenou em 2009 a ex-dona da Daslu, Eliana Tranchesi, a 94,5 anos de prisão será arquivado, segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP). Eliana, 56 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira vítima de um câncer de pulmão complicado por pneumonia, de acordo com o hospital Albert Einstein. Eliana lutava contra o câncer desde 2006.
Segundo o MPF-SP, o processo é extinto quando o envolvido morre, como aconteceu. Eliana foi acusada pelos crimes de formação de quadrilha, contrabando e falsificação de documentos, descobertos na Operação Narciso, em 2005. Já processos relacionados com a Daslu, mas que envolvem outras pessoas, como o caso do irmão de Eliana, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, condenado pelos mesmos crimes, continuam.
A ex-dona da Daslu chegou a ficar 10h presa na Penitenciária Feminina da capital paulista, em 2009, no entanto, foi solta no dia seguinte à prisão por um habeas-corpus concedido pela Justiça Federal. A defesa de Eliana apresentou um laudo médico que comprovava que ela tinha câncer e encontrava-se em tratamento radioterápico e quimioterápico no próprio hospital Albert Einstein. Seu irmão Antônio Carlos Piva de Albuquerque e o ex-contador da Daslu e dono da Multimport, Celso de Lima, também recorreram ao processo em liberdade. ( JURISWAY.ORG )

E LEIA TAMBÉM:

FREE ELIANA?!? SÓ SE FOR NUM PÂNTANO CHEIO DE ALIGATTORS ( EM MIAMI, TÃO IDOLATRADA, TÁ OK? )!

fevereiro 24, 2012

Retrato da crise: família japonesa encontrada morta, provavelmente de fome. Suicídio também é cogitado.

Filed under: WordPress — Tags:, , , — Humberto @ 4:32 pm

Família é encontrada morta no Japão, aparentemente por falta de comida
Autoridades japonesas estão sendo pressionadas a reagir ao aumento no número de pessoas pobres no país, depois que uma família de três pessoas foi encontrada morta ao norte de Tóquio, aparentemente de fome.
O jornal britânico Guardian explica que os corpos de dois homens e uma mulher (possivelmente um casal de cerca de 60 anos e seu filho, na casa dos 30 anos) foram encontrados em grau avançado de decomposição, dois meses após sua morte, numa residência na cidade de Saitama.
O zelador do prédio disse ter chamado a polícia porque não conseguia fazer contato com a família.
A geladeira da casa estava vazia, e fornecimento de gás e eletricidade estava desligado, por falta de pagamento.
Autoridades municipais dizem que a família não havia se registrado para o recebimento de nenhum benefício social estatal.
A causa da morte, segundo o Guardian, ainda não havia sido confirmada, mas suspeita-se de fome ou suicídio. ( BBC Brasil )

fevereiro 23, 2012

Projeto ultra-conservador-liberal quer influenciar ensino das alterações climáticas nos EUA

Polémica envolve subornos a funcionários do Estado
Uma fuga de informação revelou um projecto político para influenciar o ensino das alterações climáticas nas escolas norte-americanas, noticia a AFP. O orçamento interno e documentos de estratégia do grupo conservador de liberalismo radical Heartland Institute, sediado em Chicago, foram divulgados na última semana, revelando um “projecto curricular para o aquecimento global”, dotado de 200 mil dólares (151 mil euros).
O projecto divulgaria as teses de que “a mudança do clima devido à acção humana é uma importante discussão científica” e de que a fiabilidade dos modelos climáticos é “discutível”.
Outros documentos revelaram donativos de centenas de milhares de dólares por parte das indústrias dos combustíveis fósseis, um donativo anónimo de 1,25 milhões de dólares e 300 mil dólares a serem pagos a uma equipa de cientistas para refutarem os argumentos das Nações Unidas sobre as alterações climáticas.
O Heartland Institute disse que um dos documentos era falso, mas não se referiu aos outros nem respondeu a pedidos de entrevista por parte da agência noticiosa francesa. O escândalo assumiu hoje maiores proporções, quando um congressista solicitou uma audição para saber se um dos cientistas nomeados nos documentos, um empregado governamental, aceitou indevidamente pagamentos do Heartland para espalhar a mensagem anti-alterações climáticas.
O director-adjunto dos programas e da política de ciência e tecnologia do Departamento do Interior, Indur Goklany, é nomeado como tendo recebido mil dólares por mês para escrever um capítulo sobre economia e política para o Heartland Institute.
O texto deveria aparecer num livro produzido pelo grupo Painel Internacional Não Governamental sobre as Alterações Climáticas [NIPCC, na sigla em Inglês], um grupo internacional de cientistas que crítica os relatórios das Nações Unidas.
O congressista democrático pelo Estado do Arizona, Raul Grijalva, requereu uma audição no comité de Recursos Naturais, salientando que estava por esclarecer se Goklany recebeu pagamentos – o que está proibido aos empregados federais – ou se outros cientistas, também funcionários federais, também estiveram envolvidos. “O nosso comité tem uma responsabilidade única para encontrar estas respostas”, escreveu Grijalva.
Outro cientista do governo, David Wojick, do Departamento de Energia (DdE), também ficou sob escrutínio pelas suas alegadas ligações ao Heartland Institute, depois de documentos revelarem que deveria receber 25 mil dólares trimestralmente pelo seu trabalho de concepção do currículo escolar.
Wojick está listado como “consultor sénior para a inovação” no gabinete de informação científica e tecnológica do DdE. O ramo da Greenpeace nos EUA escreveu várias cartas ao governo apelando a um inquérito oficial para apurar se os documentos revelam pagamentos ilegais a cientistas governamentais e conflitos de interesse.
O director de investigação da Greenpeace EUA, Kert Davies, disse à AFP que os documentos mostram que o Heartland tem “uma campanha coordenada, para vários anos e com um orçamento de milhões de dólares para semear a confusão sobre as alterações climáticas e a ciência das alterações climáticas”. ( Ciencia Hoje PT )

Missivas com pó suspeito nos EUA e ameaças a políticos e apresentadores de TV, como John Stewart

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 4:54 pm

Cartas ameaçam congressistas e figuras da TV
Os apresentadores de televisão John Stewart [ foto ] e Stephen Colbert estão entre as pessoas que ontem receberam cartas ameaçadoras com pó suspeito no seu interior, noticiaram media americanos como a CBS News.
Três membros do Congresso dos Estados Unidos receberam cartas ameaçadoras com um pó suspeito que após análises detalhadas se revelou ser inofensivo, noticiaram esta madrugada vários media norte-americanos citando fontes policiais.
O remetente da missiva dizia que o pó era nocivo e afirma ter enviado uma centena de cartas para senadores americanos em Washington ou a partir os estado de origem dos mesmos. Pelo menos dez destas cartas terão uma substância mortal, indicou uma fonte policial citada pela CBS.
O FBI diz que a ameaça merece ser levada a sério. Nas cartas é denunciada a influência entre as empresas e a política dos EUA, tendo vários meios de comunicação social recebido exemplares. ( DN )

MAIS AQUI

Comentário deste blog: E pensar que o nosso querido canal a cabo Sony cancelou a transmissão do The Daily Show. Bola preta total.

fevereiro 20, 2012

Assad diz que opositores são financiados pelo estrangeiro

Filed under: WordPress — Tags:, — Humberto @ 4:17 pm

O Presidente da Síria afirmou que os seus opositores estão a ser apoiados, com armas e dinheiro, por países estrangeiros.
O Presidente da Síria, Bachar al-Assad, declarou esta segunda-feira, que está convencido que os seus opositores estão a ser financiados por países estrangeiros, embora sem citar os países em causa.
“O Estado e a sociedade síria são o alvo de grupos terroristas armados que recebem ajuda financeira e armamento, de países estrangeiros, para desestabilizar o país e travar qualquer tipo de tentativa de encontrar uma soluções”, disse Assad, citado pela agência oficial Sana.
Segundo a France Press, na semana passada, o vice-primeiro ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Fayçal Mekdad, afirmara que a Síria iria apresentar provas do apoio de países vizinhos, que também não nomeou, aos “grupos terroristas a operar no país”. ( DN )

Soldados americanos foram cobaias em testes nucleares

Filed under: WordPress — Tags:, , , , , , — Humberto @ 3:08 pm

Na tentativa de descobrir quais os reais perigos e potencialidades das bombas atómicas, o governo norte-americano testou os seus efeitos nos seus próprios militares. Entre 1951 e 1957, milhares de pessoas foram sujeitas a explosões e altíssimos níveis de radiação.
Os anos da Guerra Fria provocaram uma corrida generalizada ao armamento, principalmente o nuclear. Os EUA, após os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki na 2ª Guerra Mundial, procuraram descobrir quais os reais perigos deste tipo de bombas.
Obrigados a manter em segredo todas estas operações, os militares assistiam à detonação das ogivas na linha da frente, entrincheirados e sem qualquer tipo de protecção. Tudo isto numa altura em que não se conheciam os riscos da exposição à radiação.
A ‘Operação Rocha no Deserto’, que efectuou vários testes no deserto do Nevada, contou com a participação de milhares de pessoas, militares e civis. Quase todos sofriam de enjoos e náuseas constantes e muitos desenvolveram cancro.
Cerca de 400 mil pessoas são hoje ‘veteranos atómicos’. Desses, mais de metade haviam servido o país durante a 2ª Guerra Mundial, tendo estado presentes em Hiroshima e Nagasaki – locais onde caíram as primeiras bombas atómicas utilizadas em combate.
O ex-fuzileiro James D. Tyler foi um dos 14 mil que participaram na ‘Operação Plumbbob’ [ 4.14 OPERATION PLUMBBOB. ]
, onde foram sujeitos a 29 explosões nucleares. Em declarações ao ‘Daily Mail’, confessa que foi um dos poucos que teve a sorte de não sofrer sintomas da radiação.
Calcula-se que durante a operação tenha sido libertada para a atmosfera radiação suficiente para provocar milhares de casos de cancro da tiróide e leucemia. ( Sábado )

fevereiro 18, 2012

Juíza absolve Daniel Dantas em processo

A juíza federal Adriana Freisleben de Zanetti, substituta da 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo absolveu Daniel Dantas e outras 10 pessoas investigadas pela Polícia Federal na Operação Chacal da acusação de espionagem no caso da empresa de arapongagem Kroll.
Segundo a juíza, não havia provas da culpa dos acusados. O Ministério Público Federal disse que vai recorrer da decisão.
Contudo, na mesma sentença, a juíza condenou 5 pessoas por formação de quadrilha, que poderão recorrer da decisão em liberdade.
A Operação Chacal foi deflagrada pela Polícia Federal em 2004. Na denúncia do Ministério Público Federal Dantas se associou aos outros acusados e cometeu crimes de violação de sigilo pessoal e empresarial contra executivos da Telecom Itália. Dantas mantinha na época uma disputa societária com a Telecom Itália. O bloco de acionistas que compunha a Brasil Telecom, administrada na época pelo banco Opportunity, de Daniel Dantas, contratou a Kroll, com sede em Nova Iorque (EUA), para investigar a Telecom Itália. ( HORA DO POVO )

fevereiro 15, 2012

Infraero terá que pagar metade da privatização dos aeroportos

Filed under: WordPress — Tags:, , , , — Humberto @ 5:21 pm

Estatal pagará cerca de 12 bilhões para perder controle de Viracopos, Cumbica e Brasília
A Infraero vai arcar com 49% do pagamento da outorga de R$ 24,535 bilhões referentes às privatizações desses aeroportos. De acordo com a Anac, “os pagamentos das contribuições são devidos pela concessionária e deverão sair de seu caixa, independentemente de sua composição societária”. Os grupos privados terão 51% do controle e a estatal 49% das sociedades de propósito específico (SPEs) que administrarão os aeroportos. Das receitas obtidas, primeiramente serão pagas as parcelas das outorgas e de investimentos. Caso não sejam suficientes, a Infraero e os grupos privados terão que tirar o dinheiro de seus caixas.
Infraero bancará 49% dos 24 bi “arrecadados” com privatização
Sociedade alivia grupos privados que, além de 51% do controle dos aeroportos, têm garantido metade das outorgas pela estatal
A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e
Brasília se mostrou, sob todos os aspectos, um tremendo prejuízo para o país. Além de repassar o controle para grupos privados dos aeroportos mais rentáveis, junto com o Galeão, a privatização ainda vai obrigar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) a bancar 49% do pagamento das outorgas de R$ 24,535 bilhões. Ou seja, a estatal vai desembolsar cerca de R$ 12 bilhões para perder o controle desses aeroportos.
Segundo informou a própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os valores serão pagos pelas três sociedades de propósito específico (SPEs) – empresas privadas -, formadas pelos consórcios vencedores dos leilões de cada aeroporto, com 51% do controle, e a Infraero com 49%: “A Infraero só é impactada pelo pagamento da contribuição quando da aferição dos resultados da concessão. Logo, os pagamentos das contribuições são devidos pela concessionária e deverão sair de seu caixa, independentemente de sua composição societária”.
A partir de 2013, o pagamento do valor do leilão será efetuado em parcelas anuais ao longo dos diferentes prazos de concessão, corrigidas pelo IPCA, ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Os recursos sairão das receitas geradas nos aeroportos, advindas de tarifas cobradas de companhias aéreas e de passageiros, estacionamentos, hotéis e aluguel de lojas. Ou seja, dessas receitas, primeiramente serão pagas as parcelas das outorgas e de investimentos, para depois se distribuir os lucros. Contudo, ao vender os aeroportos mais lucrativos corre-se o risco de o Estado brasileiro ter de injetar dinheiro nos aeroportos que não são lucrativos, 55 ao todos, bancados atualmente pelos 12 que dão lucro, entre os quais os três já privatizados.
Com o dinheiro da Infraero já garantido, uma vez que o edital da Anac estabeleceu que a estatal entraria com 49% dos recursos, os consórcios se sentiram livres para elevar as ofertas pelos aeroportos, com preços mínimos para lá de subavaliados. Assim, a Invepar – formada pela OAS e os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef, juntamente com a estatal sul-africana ACSA – adquiriu o aeroporto de Guarulhos por R$ 16,213 bilhões, cujo preço mínimo era de R$ 3,4 bilhões.
O aeroporto de Brasília foi empalmado pelo consórcio formado pelo grupo Engevix e pelo argentino Corporación América, por R$ 4,5 bilhões, que tinha um preço mínimo fixado em R$ 582 milhões. Viracopos foi açambarcado pelo consórcio formado pela Triunfo Participações, UTC Participações e a francesa Egis Airport Operation por R$ 3,8 bilhões, com preço mínimo de R$ 1,5 bilhão.
É bom registrar que a Infraero não participou dos leilões, não fez lance nenhum e ainda terá que arcar com o ensalsado ágio médio de 347% na privatização dos aeroportos.
Em resposta uma reportagem da revista Veja, a Infraero demonstra que não havia necessidade nenhuma em privatizar os aeroportos, que teve como um de seus pretextos a realização da Copa do Mundo. Diz a estatal que estavam previstos investimentos “da ordem de R$ 6,4 bilhões – constantes do PAC – até 2014 em aeroportos relacionados com a Copa-2014 e demais aeroportos”.
Sobre a acusação da revista de que o Estado brasileiro não teria “capacidade nem recursos em volume suficiente para custear as obras de ampliação dos aeroportos já existentes e para a construção de novos”, a Infraero afirmou: “É, no mínimo, controverso afirmar que o Estado brasileiro não tem capacidade para construção de novos aeroportos no ritmo exigido pela demanda atual e futura, se a Rede existente foi totalmente construída por este mesmo Estado, por meio da mesma Infraero. Por outro lado, não há falta de recursos, que estão assegurados para os investimentos a curto, médio e longo prazos”.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Francisco Luiz Xavier de Lemos, “a questão dessas privatizações é que toda a rede Infraero que é composta por 67 aeroportos, 83 grupamentos de navegação aérea, diversos terminais de carga, tudo isso é garantido sem aporte nenhum do governo, é tudo com recurso próprio, da própria Infraero. E só 12 aeroportos brasileiros são lucrativos”.
No mundo, 85% dos aeroportos são administrados pelo Estado. A Infraero é a segunda maior operadora de aeroportos em número de terminais e terceira em número de passageiros.
Para viabilizar os leilões, os aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Juscelino Kubistchek (Brasília) foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND), através do O Decreto nº 7.531/2011. ( HORA DO POVO )

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