Protógenes Queiroz é aclamado por estudantes na UnB: "Ô delegado do povo, prende o banqueiro de novo!"
Protógenes Queiroz fala de corrupção na polícia
Delegado federal foi aclamado por estudantes e falou de segurança para estudantes
Delegado federal foi aclamado por estudantes e falou de segurança para estudantes
Darlene Santiago – Da Secretaria de Comunicação da UnB
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiróz foi recebido pelos estudantes que participam do Congresso da UNE com salvas de palmas e hinos como “ô delegado do povo, prende o banqueiro de novo”. Protógenes, que conduziu a Operação Satiagraha e prendeu duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, chegou a posar para fotos antes de participar da mesa de debate Juventude, Segurança e Políticas Públicas, na sexta-feira, dia 17, no Anfiteatro 17 do Minhocão.
O anfiteatro estava lotado. Havia estudantes sentados nas escadas e de pé, próximos à saída do local. Protógenes agradeceu o carinho e mobilização dos estudantes.
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiróz foi recebido pelos estudantes que participam do Congresso da UNE com salvas de palmas e hinos como “ô delegado do povo, prende o banqueiro de novo”. Protógenes, que conduziu a Operação Satiagraha e prendeu duas vezes o banqueiro Daniel Dantas, chegou a posar para fotos antes de participar da mesa de debate Juventude, Segurança e Políticas Públicas, na sexta-feira, dia 17, no Anfiteatro 17 do Minhocão.
O anfiteatro estava lotado. Havia estudantes sentados nas escadas e de pé, próximos à saída do local. Protógenes agradeceu o carinho e mobilização dos estudantes.
“Quando o agente público cumpre o seu papel, é reconhecido por qualquer pessoa”, disse. Durante o debate, falou sobre corrupção, tráfico, violência, a situação dos presídios brasileiros e a aplicação das leis. Os estudantes demonstraram indignação com a questão da redução da maioridade penal e os casos em que mulheres eram presas em celas masculinas.
O debate também foi palco de manifestações políticas e partidárias. Estudantes entoaram hinos contra o presidente do Senado, José Sarney, e a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. “É o estudante, organizado, pelo fim do Senado!”, “Yeda, Sarney e Dantas na prisão, Protógenes luta contra a corrupção”, cantaram alto.
SEGURANÇA – Segundo o delegado, a segurança pública no Brasil não é democrática e o Estado faz o papel de opressor, não garantindo a universalidade do direito à segurança. Ele defendeu que a discussão política era necessária e afirmou acreditar numa mudança possível. “Esse debate mostra o sentimento e as exigências da sociedade civil. Se o Estado atender essas exigências, tudo pode mudar”, disse. “O principal problema nos órgãos de segurança é a corrupção e o não cumprimento do papel do estado nas comunidades carentes.”
O representante do Ministério da Justiça, Vinícius Wu, alertou para a necessidade de uma maior valorização dos profissionais de segurança pública. Um estudante reforçou a questão, afirmando que policiais não têm acréscimo salarial de periculosidade, apesar de atuarem em situações de risco.
A 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), marcada para acontecer em agosto deste ano, foi lembrada. “Podemos afirmar que o Brasil passa por uma experiência inédita de implementação de um programa de segurança pública levando em conta o debate e a mobilização social”, afirmou Vinicius Wu.
O debate também foi palco de manifestações políticas e partidárias. Estudantes entoaram hinos contra o presidente do Senado, José Sarney, e a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. “É o estudante, organizado, pelo fim do Senado!”, “Yeda, Sarney e Dantas na prisão, Protógenes luta contra a corrupção”, cantaram alto.
SEGURANÇA – Segundo o delegado, a segurança pública no Brasil não é democrática e o Estado faz o papel de opressor, não garantindo a universalidade do direito à segurança. Ele defendeu que a discussão política era necessária e afirmou acreditar numa mudança possível. “Esse debate mostra o sentimento e as exigências da sociedade civil. Se o Estado atender essas exigências, tudo pode mudar”, disse. “O principal problema nos órgãos de segurança é a corrupção e o não cumprimento do papel do estado nas comunidades carentes.”
O representante do Ministério da Justiça, Vinícius Wu, alertou para a necessidade de uma maior valorização dos profissionais de segurança pública. Um estudante reforçou a questão, afirmando que policiais não têm acréscimo salarial de periculosidade, apesar de atuarem em situações de risco.
A 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), marcada para acontecer em agosto deste ano, foi lembrada. “Podemos afirmar que o Brasil passa por uma experiência inédita de implementação de um programa de segurança pública levando em conta o debate e a mobilização social”, afirmou Vinicius Wu.
Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência